29 junho 2012

VOLTA PRA MIM...

Eu faria qualquer coisa pra te ter de volta.
Sinto sua falta todos os dias.
Agora o tempo se fechou e eu sinto frio...
Sinto falta de como você me faz sorrir.
Sinto falta do corpo nú enquanto seu calor aquece minha pele.
E de como os músculos ficam relaxados depois que você me faz suar.
Sinto falta de como fico vermelha quando você está perto.
Volta pra mim.
Volta Verão!

30 abril 2012

Pessoa.


Eu
Pessoa lírica
Pessoa poesia
Pessoa pensamento
Pessoa sem razão.

Eu
Pessoa com muitos nomes
Pessoa inspiração.
Pessoa de cara limpa
Pessoa coração.

Eu
Pessoa sem sentido
Pessoa de mil cores
Pessoa de mil cheiros
Pessoa imaginação.

Eu
Pessoa pessoa
Fernando Pessoa...

Tem tanto eu dentro de mim
Que eu já não sei mas que pessoa eu sou.

27 abril 2012

Devaneios.

Eu não estou sonhando...

Acabei de beber o mar.
E me perdi no seu sorriso.
Perdi a hora e o fim da tarde, pousando ao longe.

Comi cada estrela.
E me perdi no seu olhar.
Perdi aquela que caía rápido demais.

E de perder assim constante
Me lembrei de me ganhar.
Me perdi em pensamentos...

E descobri que eu não sei sonhar.

Eu sonho sempre acordada,
Coisas que nem posso contar.
E se sonho em devaneios
Como é que posso sonhar?

09 janeiro 2012

Cinco Sentidos.

Pudera eu tocar a Aurora
e ver tudo mudar de cores...
Elas que sempre me acompanham.
Pudera eu tocar em uma bolha de sabão.
Assim, com o indicador...
E ter todas as partículas evaporando em brilho.
Aquele brilho antigo e antiquado
que faz com que as coisas tenham um sabor diferente.
E sentir o cheiro da chuva
caindo sob o corpo em uma tarde quente de verão.

Pudera eu ouvir uma sinfonia nova ao longe
e saber que ela foi feita para mim.
Daquelas que enchem os olhos d'água.
Que faz o coração acelerar.
E o corpo estremecer.

Só que de pudera a gente não vive.
E de viver de pudera a vida se esvai.
Não sobra nenhum sentido.
Nem cinco, nem um.

Mas de poder os sentidos voltam
A vida se reconstrói.

Sobram os cinco e mais "uns".

03 janeiro 2012

Sentimentos...

Hoje, só um sentimento esquisito...

Que não se nomeia.
Que não tem filiação.
Carente de adverbio.
Antagônico e invasivo.
Talvez tenha vindo como Shiva
Que destrói pra construir.
Que se renova diante da dor.
Com seus olhos abertos
Invadido de mar em fúria.

Esperando o sopro suave do próximo suspiro...

17 dezembro 2011

BREGA.

O bom de ser brega
É não ter mais pudor,
Despudorar
Deixar de ser certinho
“desacertar” “desacelerar”
E se ser brega é falar de amor, breguiei.

Se breguiei,
Se errei,
Não me importei.
Mas só depois que inventei o breguiar
Que não conjuga o próprio verbo.
Reparou?

Coisas Minhas

Onde ver?
Faz-se a pergunta!
Que desnuda alma se encanta

Os poemas de Neruda,
As letras do Chico de Holanda,
A menina que roubava livros no quintal,
Shakespeare separando amantes no final.

De onde vem tanta loucura?
Que de amante assim se veste

O visceral de Plínio Marcos,
O distanciamento de Brecht,
O sarcasmo de Veríssimo enrugando olhares
100 anos de solidão, rascunhados pela mão

O cheiro da dama da noite e do jasmim,
A espera de um milagre, afeito em mim

Todos os Poetas Mortos
O lirismo de outras fotos
O final sem fim
O que tem
Linda moldura?
Só de olhar tanta dor cura

Dessas cores de Almodóvar
Rabiscada gravura
Quem não vê, já sabe
Quem olha, procura
E quem for embora
Verá só figura

Toda minha essa mistura.