
15 agosto 2012
Até.
Hoje até o choro chora...
A fumaça dança ao som do vento.
E embora haja sol, ele escurece a visão...
E tudo turva.
O canto tímido do pássaro solitário.
Escondido por entre arbustos.
À procura.
Esse choro entalado na garganta.
E o estômago como uma máquina de lavar...
Mas passa.
Talvez seja a secura do tempo.
Das pessoas.
Do eu...
As reticências sempre tão presentes
Hoje afetam a escrita com precisão.
Precisaram, precisarão.
Da tristeza hoje tão disfarçadamente lânguida,
Como uma virgem repousando seus cabelos negros
Sobre as águas geladas de um lago.
Tão branca, tão negra...
Tão só.
29 junho 2012
VOLTA PRA MIM...
Eu faria qualquer coisa pra te ter de volta.
Sinto sua falta todos os dias.
Agora o tempo se fechou e eu sinto frio...
Sinto falta de como você me faz sorrir.
Sinto falta do corpo nú enquanto seu calor aquece minha pele.
E de como os músculos ficam relaxados depois que você me faz suar.
Sinto falta de como fico vermelha quando você está perto.
Volta pra mim.
Volta Verão!
Sinto sua falta todos os dias.
Agora o tempo se fechou e eu sinto frio...
Sinto falta de como você me faz sorrir.
Sinto falta do corpo nú enquanto seu calor aquece minha pele.
E de como os músculos ficam relaxados depois que você me faz suar.
Sinto falta de como fico vermelha quando você está perto.
Volta pra mim.
Volta Verão!
30 abril 2012
Pessoa.
Pessoa lírica
Pessoa poesia
Pessoa pensamento
Pessoa sem razão.
Eu
Pessoa com muitos nomes
Pessoa inspiração.
Pessoa de cara limpa
Pessoa coração.
Eu
Pessoa sem sentido
Pessoa de mil cores
Pessoa de mil cheiros
Pessoa imaginação.
Eu
Pessoa pessoa
Fernando Pessoa...
Tem tanto eu dentro de mim
Que eu já não sei mas que pessoa eu sou.
27 abril 2012
Devaneios.
Eu não estou sonhando...
Acabei de beber o mar.
E me perdi no seu sorriso.
Perdi a hora e o fim da tarde, pousando ao longe.
Comi cada estrela.
E me perdi no seu olhar.
Perdi aquela que caía rápido demais.
E de perder assim constante
Me lembrei de me ganhar.
Me perdi em pensamentos...
E descobri que eu não sei sonhar.
Eu sonho sempre acordada,
Coisas que nem posso contar.
E se sonho em devaneios
Como é que posso sonhar?
Acabei de beber o mar.E me perdi no seu sorriso.
Perdi a hora e o fim da tarde, pousando ao longe.
Comi cada estrela.
E me perdi no seu olhar.
Perdi aquela que caía rápido demais.
E de perder assim constante
Me lembrei de me ganhar.
Me perdi em pensamentos...
E descobri que eu não sei sonhar.
Eu sonho sempre acordada,
Coisas que nem posso contar.
E se sonho em devaneios
Como é que posso sonhar?
09 janeiro 2012
Cinco Sentidos.
Pudera eu tocar
a Aurora
e ver tudo mudar de cores...
Elas que sempre me acompanham.
Pudera eu tocar em uma bolha de
sabão.
Assim, com o indicador...
E ter todas as partículas
evaporando em brilho.
Aquele brilho antigo e antiquado
que faz com que as coisas tenham
um sabor diferente.
E sentir o cheiro da chuva
caindo sob o corpo em uma tarde
quente de verão.
Pudera eu ouvir uma sinfonia nova
ao longe
e saber que ela foi feita para
mim.
Daquelas que enchem os olhos
d'água.
Que faz o coração acelerar.
E o corpo estremecer.
Só que de pudera a gente não vive.
E de viver de pudera a vida se
esvai.
Não sobra nenhum sentido.
Nem cinco, nem um.
Nem cinco, nem um.
Mas de poder os sentidos voltam
A vida se reconstrói.
Sobram os cinco e mais
"uns".
03 janeiro 2012
Sentimentos...
Hoje, só um sentimento
esquisito...
Que não se nomeia.
Que não tem filiação.
Carente de adverbio.
Antagônico e invasivo.
Talvez tenha vindo como Shiva
Que destrói pra construir.
Que destrói pra construir.
Que se renova diante da dor.
Com seus olhos abertos
Invadido de mar em fúria.
Invadido de mar em fúria.
Esperando o sopro suave do
próximo suspiro...
Assinar:
Postagens (Atom)