Hoje senti teu cheiro em meu travesseiro.
Tuas mãos firmes.
Tua respiração em minha nuca.
O calor da tua pele.
Senti que tu me olhava.
Senti em ti desejo.
Senti que eu sentiria.
Senti que foi só um sonho ruim não poder te sentir mais.
Daí eu acordei.
24 setembro 2012
PAREDE.
Convencendo as paredes do quarto.
Tudo é terra, poeira e cansaço.
Tento convence-las de que são feitas de aço.
São feitas de pedra.
São feitas de laço.
Tento convence-las porque a mim já não cabe.
Não cabe entender.
Não cabe pensar.
Não cabe sentir.
Caberá a mim esperar.
Insistir.
Tudo é terra, poeira e cansaço.
Tento convence-las de que são feitas de aço.
São feitas de pedra.
São feitas de laço.
Tento convence-las porque a mim já não cabe.
Não cabe entender.
Não cabe pensar.
Não cabe sentir.
Caberá a mim esperar.
Insistir.
O que caberá dentro de mim?
Tentativa errante e frustrada de convencer paredes.
A quem eu quero convencer?
A quem eu quero enganar?
Logo eu que só sei amar...
Tentativa errante e frustrada de convencer paredes.
A quem eu quero convencer?
A quem eu quero enganar?
Logo eu que só sei amar...
Onde começa o branco?
Foram tantas noites não dormidas.
Tanta abstinência de poesia.
Que meu espirito se calou.
Agora a força da natureza transpira poesia.
Cada gotícula de suor se atrai como um imã
Criando nuvens que se fundem com minha pele.
Os pequenos insetos fazem festa,
Uma incansável e inconveniente festa.
Parecem bailar perdidas em volta da luz.
... E tem lá seu brilho.
Poderosas rajadas de vento
Se chocam com meus ouvidos sonolentos.
Se parecem com as ondas enquanto me afogo no mar.
Eu ainda tenho medo de chorar mágoas antigas...
As idéias novas precisam de espaço,
Mas me falta o fôlego.
Aqui eu vejo o mundo de cima.
As luzes da cidade antiga.
O oceano e todas as cores.
... Que aos poucos se diluem
E se tornam branco.
Mas onde começa o branco?
Tanta abstinência de poesia.
Que meu espirito se calou.
Agora a força da natureza transpira poesia.
Cada gotícula de suor se atrai como um imã
Criando nuvens que se fundem com minha pele.
Os pequenos insetos fazem festa,
Uma incansável e inconveniente festa.
Parecem bailar perdidas em volta da luz.
... E tem lá seu brilho.
Poderosas rajadas de vento
Se chocam com meus ouvidos sonolentos.
Se parecem com as ondas enquanto me afogo no mar.
Eu ainda tenho medo de chorar mágoas antigas...
As idéias novas precisam de espaço,
Mas me falta o fôlego.
Aqui eu vejo o mundo de cima.
As luzes da cidade antiga.
O oceano e todas as cores.
... Que aos poucos se diluem
E se tornam branco.
Mas onde começa o branco?
14 setembro 2012
09 setembro 2012
À Deus...
Como dizer Adeus à melhor coisa da sua vida?
Passar a enxergar todas as cores em uma escala de cinza.
Ter tudo embaçado e lhe faltar o chão.
Lhe faltar o ar.
Lhe faltar...
Fechar os olhos e não dormir.
Sentir o sal nos lábios.
E o corpo tremer.
Como aceitar o Adeus de uma parte de você?
Mesmos que os caminhos sejam distintos
E a alma queira sufocar o amor.
E só ter na mente a rima pobre.
Sentir um desejo pulsante de que esse Adeus se torne um esperançoso e bonito Até Breve!
Se torne cor.
Se torne mar.
Se torne vida nova sem o peso de recomeçar.
Sendo assim, um pensamento sussurra em mim...
Como dizer Adeus?
Ah, Deus!
15 agosto 2012
Até.
Hoje até o choro chora...
A fumaça dança ao som do vento.
E embora haja sol, ele escurece a visão...
E tudo turva.
O canto tímido do pássaro solitário.
Escondido por entre arbustos.
À procura.
Esse choro entalado na garganta.
E o estômago como uma máquina de lavar...
Mas passa.
Talvez seja a secura do tempo.
Das pessoas.
Do eu...
As reticências sempre tão presentes
Hoje afetam a escrita com precisão.
Precisaram, precisarão.
Da tristeza hoje tão disfarçadamente lânguida,
Como uma virgem repousando seus cabelos negros
Sobre as águas geladas de um lago.
Tão branca, tão negra...
Tão só.
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