24 novembro 2013

Ribeirinho.


Seus vales, suas campinas, seu ribeirão.
Suas estradas correm ao meu encontro.
Suas águas me inundam, lavam minha alma com todo o prazer.
Cada canto desse verde foi feito para o meu deleite.
Quando o céu toca o horizonte me sinto acariciada por ti.
E é para mim que seus olhos se voltam.
É por mim que sua boca procura.
Seu cerne, sua carne.
Latente e permanente.
Me invade de doçura e fúria, me estremece, pulsa, me faz gemer.
É poesia na forma mais intensa.
Agora faço parte desse seu quintal de sonhos.
Me conduz pelas estradas mais belas, rompendo cada porteira.
Agora somos amantes na imensidão...
E todos os elementos são por nós.





23 novembro 2013

Doce Como A Chuva.
















Ela cai de mansinho lá fora.
Embala os meus sonhos.
Ela me lembra você.
Toca o chão com a mesma doçura que me toca os lábios.
É tão cristalina quanto o amor que brota em nós.
O som da chuva me faz lembrar de tudo o que sussurra aos meus ouvidos.
Não tem pressa e não faz promessas.
Pode vir arrebatadora como uma tempestade, ou mansa como um gotejo em uma noite quente de verão.


"Seremos sempre como a chuva, levando à terra a beleza de recomeçar."


15 novembro 2013

Me queira bem. Meu bem.


Você é meu menino amarelo.
Que dança e se exibe todo brilhante na minha paleta de tintas.
O amarelo é tudo o que dá vida.
Como é primeira, nutre todas as cores.
É o que dá alegria à vida e deixa tudo mais claro, mais límpido.

Como o sol.

É como o dente de leão antes de se tornar penugem branca.
É a borboleta mais feliz do meu jardim.
É a areia da praia que me leva ao mar.
É o coração do mal-me-quer.
Bem-Me-Quer, Mal-Me-Quer...
Bem-Me-Quer, Mal-Me-Quer...
Bem-Me-Quer, Bem-Me-Quer...









11 novembro 2013

Lógica Temporária. Insanidade Permanente.


Coisas que tem explicação, mas não me importa.
Lya Luft me lembra luftal e meninas que brincam no meu quintal.
Criatividade sempre me leva a algo cretino, ao som do tango, mas nada argentino.
E doce parafinado que desde a mais tenra idade, nunca soube se era doce feito de vela, ou doce para gente morta.
Essa minha vida é realmente toda muito torta.

Monsenhor.


Ah, meu senhor,
me acorrenta em teu coração.

Me obriga a colher fruta do pé.

Me deixa com cheiro de manga e frescor de hortelã.

Me faz ruborizar,
vermelha carmim.

E que tão viciada eu fique, pois, ao me libertar
eu não queira saber de fugir.

Ingere-me com Moderação.


Te despertei do teu sono menino.
Para levar aos seus olhos doces gotas de poesia.
Assim como uma droga que se ingere com cautela e lentamente.

Tenha cuidado ao me ler.
Podes até me degustar como um vinho.
Mas saiba que meu excesso leva grandes dores no novo dia que nasce.

Sussurros Implorados.


O som das horas me desperta os ouvidos.
A luz do abajur ilumina minha calma.
Te leio incansavelmente até o fim.
E de fim em fim, costuro um novo recomeço

Você me pediu um poema, com sabor de jabuticaba.
Te dei um verso, como uma rosa em botão pronta para desabrochar.