Sobe o pano...
Ela está jogada, imóvel, inerte...
Sobre a mesa de papéis sem valor algum.
Nos olhos já negros, uma mistura de alegria e dor.
Intacta, nua...
Completamente entregue ao vazio.
Enebriada, com um rosto puro e angelical.
Suspirando de aflição.
Enlaçada em suas fantasias
Ameaçando a moralidade ela deixa que a vejam.
Ela é um poço profundo de mistério, e não se deixa revelar.
Na sua face brota um leve sorriso
E uma lágrima se desenrola até seus lábios
Ela olha fixamente para o nada
E quando em seu espírito surge a esperança...
Cai o pano...
05 novembro 2013
08 outubro 2013
Engasgo.
E aí, nessas horas, eu tenho vontade de chorar de desespero, por não saber o que fazer, por usar tantas vírgulas inadequadas e por ter a cabeça abarrotada de pensamento, o coração de sentimentos e uma agonia latente...
Sentindo falta de mostrar os dentes, de contar o que se passa aqui, de desistir, de insistir, é tanta coisa confusa, tanta coisa guardada, tanta vontade de viver e de abandonar...
A vida fica redundante, a falta fica constante.
Tô com vontade de sumir com a métrica, de danar a ortografia, explodir a razão...
Eu poderia culpar o coração, esse cretino idiota, mas nem sei se é ele mesmo que anda aprontando por aqui...
Esse pensamento torpe, a mente inquieta que me prega peça.
Só me resta ficar nessa vida e tentar não deixar de sentir...
Sentindo falta de mostrar os dentes, de contar o que se passa aqui, de desistir, de insistir, é tanta coisa confusa, tanta coisa guardada, tanta vontade de viver e de abandonar...
A vida fica redundante, a falta fica constante.
Tô com vontade de sumir com a métrica, de danar a ortografia, explodir a razão...
Eu poderia culpar o coração, esse cretino idiota, mas nem sei se é ele mesmo que anda aprontando por aqui...
Esse pensamento torpe, a mente inquieta que me prega peça.
Só me resta ficar nessa vida e tentar não deixar de sentir...
17 setembro 2013
Fica, vai te bolo!
Todas as minhas letras, minhas palavras, minhas canções...
Elas ficaram pra depois.
Desde que vi meus olhos refletidos nos seus.
Perdoe o jeito que te olho fixamente.
É que esse seu sorriso faz o meu ficar bobo.
E esse jeito de menino, que tira meu ar e colore meus dias.
Dia após dia eu tento te decifrar.
É esse seu abismo que esconde o que eu preciso saber.
Isso me assusta.
Eu tento me controlar, mas você me atrai sem perceber.
Não me importa de onde você vem.
Só importa que você fique... Fica.
10 junho 2013
RIMAZINHA BOBA!
Meu coração vive descompassado.
Batendo apressado.
Chegando atrasado.
Vivendo de passado.
Fica apertado.
Sem você do lado.
Fica assim amarelado.
Todo acabado.
E não é apropriado
Ficar assim tão arraigado
Se sentindo azarado
Coitado!
Ah, Coração... Não fica assim não!
Sem direção.
Na contramão.
Negando perdão.
Já de antemão.
Aceita a afeição.
Escuta a canção.
Não se faz de durão.
Bobão!
Batendo apressado.
Chegando atrasado.
Vivendo de passado.
Fica apertado.
Sem você do lado.
Fica assim amarelado.
Todo acabado.
E não é apropriado
Ficar assim tão arraigado
Se sentindo azarado
Coitado!
Ah, Coração... Não fica assim não!
Sem direção.
Na contramão.
Negando perdão.
Já de antemão.
Aceita a afeição.
Escuta a canção.
Não se faz de durão.
Bobão!
12 fevereiro 2013
DIAS DE ONTEM.
Nos dias cinzas de verão,
sua falta se
faz presente.
O passado arrebenta as portas do meu coração.
Levando as águas que ficaram pra amanhã.
O passado arrebenta as portas do meu coração.
Levando as águas que ficaram pra amanhã.
Ontem eu vou embora.
E aqueles dias de hoje me lembram
de te buscar.
Aquilo que era dentro de mim
ainda não se acaba.
E a parte que é, não fez por mal.
Só deseja incansavelmente que nada apressasse
o final.
31 janeiro 2013
PRA VOCÊ! PEDAÇO DO CÉU...
Hoje eu só queria você aqui...
Nem que fosse pra me perguntar se eu já fiz a compra do mês na sua geladeira.
Eu daria qualquer coisa pra ouvir sua voz dizendo:
"Quanto mais eu rezo mais assombração me aparece."
Hoje eu só queria esse par de olhos azuis.
Dizendo que me ama, daquele jeito torto que só você tinha.
Eu daria qualquer coisa pra ter você "irritado" me falando:
"Tá... deixa que eu faço isso pra você!"
Hoje eu queria você aqui...
Nem que fosse pra você me contar as histórias malucas da sua vida.
Eu daria qualquer coisa pra dividir minhas tristezas e alegrias.
Hoje eu só queria seus braços firmes.
Me conduzindo ao som da orquestra...
"São dois pra lá, dois pra cá."
Hoje eu daria qualquer coisa pra sentir o cheiro da sua comida.
Daquele resto de ontem que tinha na geladeira e que se transformava em um novo sabor.
Hoje.
Ontem.
Amanhã.
De tudo que eu tinha pra querer...
Eu só queria você aqui!
"Quando a saudade é demais a menina dos olhos d'gua se entrega a falta do pai!"
https://www.youtube.com/watch?v=UqCEPytSFqU
Nem que fosse pra me perguntar se eu já fiz a compra do mês na sua geladeira.
Eu daria qualquer coisa pra ouvir sua voz dizendo:
"Quanto mais eu rezo mais assombração me aparece."
Hoje eu só queria esse par de olhos azuis.
Dizendo que me ama, daquele jeito torto que só você tinha.
Eu daria qualquer coisa pra ter você "irritado" me falando:
"Tá... deixa que eu faço isso pra você!"
Hoje eu queria você aqui...
Nem que fosse pra você me contar as histórias malucas da sua vida.
Eu daria qualquer coisa pra dividir minhas tristezas e alegrias.
Hoje eu só queria seus braços firmes.
Me conduzindo ao som da orquestra...
"São dois pra lá, dois pra cá."
Hoje eu daria qualquer coisa pra sentir o cheiro da sua comida.
Daquele resto de ontem que tinha na geladeira e que se transformava em um novo sabor.
Hoje.
Ontem.
Amanhã.
De tudo que eu tinha pra querer...
Eu só queria você aqui!
"Quando a saudade é demais a menina dos olhos d'gua se entrega a falta do pai!"
https://www.youtube.com/watch?v=UqCEPytSFqU
06 dezembro 2012
QUIMERA.
Ela, enfim, com o corpo exausto,
se entregou.
Não foi o sono dos justos,
Não foi o sono dos justos,
o sono dos
fortes.
Foi o apocalipse, o fim dos tempos,
Foi o apocalipse, o fim dos tempos,
o fim da morte.
Pudera ela se entregar por inteiro.
Mas faltava metade, faltava-lhe a sorte.
Que se perdera, outrora...
Pudera ela se entregar por inteiro.
Mas faltava metade, faltava-lhe a sorte.
Que se perdera, outrora...
quimera.
De pequenos pedaços, feito quebra-cabeça,
De pequenos pedaços, feito quebra-cabeça,
feito quebra-queixo,
feito quebra-aço.
E faltava peça nesse entrelaço.
Pequenas fagulhas feitas de espaço.
Uma pausa, um contra tempo, um regaço.
Uma contra partida, um segundo, um abraço.
Com o corpo partido, em pedaço, no espaço,
o queixo de ferro e o peito de aço.
E no entrelaço, um regaço contido faltando um abraço.
Perdida no tempo, perdida na hora,
E faltava peça nesse entrelaço.
Pequenas fagulhas feitas de espaço.
Uma pausa, um contra tempo, um regaço.
Uma contra partida, um segundo, um abraço.
Com o corpo partido, em pedaço, no espaço,
o queixo de ferro e o peito de aço.
E no entrelaço, um regaço contido faltando um abraço.
Perdida no tempo, perdida na hora,
perdida na
morte, entregue ao
cansaço!
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