11 novembro 2013

Lógica Temporária. Insanidade Permanente.


Coisas que tem explicação, mas não me importa.
Lya Luft me lembra luftal e meninas que brincam no meu quintal.
Criatividade sempre me leva a algo cretino, ao som do tango, mas nada argentino.
E doce parafinado que desde a mais tenra idade, nunca soube se era doce feito de vela, ou doce para gente morta.
Essa minha vida é realmente toda muito torta.

Monsenhor.


Ah, meu senhor,
me acorrenta em teu coração.

Me obriga a colher fruta do pé.

Me deixa com cheiro de manga e frescor de hortelã.

Me faz ruborizar,
vermelha carmim.

E que tão viciada eu fique, pois, ao me libertar
eu não queira saber de fugir.

Ingere-me com Moderação.


Te despertei do teu sono menino.
Para levar aos seus olhos doces gotas de poesia.
Assim como uma droga que se ingere com cautela e lentamente.

Tenha cuidado ao me ler.
Podes até me degustar como um vinho.
Mas saiba que meu excesso leva grandes dores no novo dia que nasce.

Sussurros Implorados.


O som das horas me desperta os ouvidos.
A luz do abajur ilumina minha calma.
Te leio incansavelmente até o fim.
E de fim em fim, costuro um novo recomeço

Você me pediu um poema, com sabor de jabuticaba.
Te dei um verso, como uma rosa em botão pronta para desabrochar.


05 novembro 2013

Menina.

                                      Menina dos olhos d'água,

Carinho nunca é demais.

Menina formosa, toda dengosa,
Me dá asas pra voar.

Seu coração batendo no meu peito,
Faz esse inverno acabar.
A bela que é tarde,
Sabe a noite reinventar.

Faz manha de gata,
E colore minhas manhãs.

No vale dos seus olhos d'água menina.
Santa clara, clareai.

Nesse emaranhado,
Os meus dedos nos seus cabelos de sol.
Ah, girassol.

Rodopia nos meus sonhos menina
Me dá colo, me acalenta.
Me dá asas pra voltar.

EM CENA

Sobe o pano...

Ela está jogada, imóvel, inerte...
Sobre a mesa de papéis sem valor algum.
Nos olhos já negros, uma mistura de alegria e dor.
Intacta, nua...

Completamente entregue ao vazio.
Enebriada, com um rosto puro e angelical.
Suspirando de aflição.

Enlaçada em suas fantasias
Ameaçando a moralidade ela deixa que a vejam.
Ela é um poço profundo de mistério, e não se deixa revelar.

Na sua face brota um leve sorriso
E uma lágrima se desenrola até seus lábios
Ela olha fixamente para o nada
E quando em seu espírito surge a esperança...

Cai o pano...

08 outubro 2013

Engasgo.

E aí, nessas horas, eu tenho vontade de chorar de desespero, por não saber o que fazer, por usar tantas vírgulas inadequadas e por ter a cabeça abarrotada de pensamento, o coração de sentimentos e uma agonia latente...

Sentindo falta de mostrar os dentes, de contar o que se passa aqui, de desistir, de insistir, é tanta coisa confusa, tanta coisa guardada, tanta vontade de viver e de abandonar...

A vida fica redundante, a falta fica constante.

Tô com vontade de sumir com a métrica, de danar a ortografia, explodir a razão...

Eu poderia culpar o coração, esse cretino idiota, mas nem sei se é ele mesmo que anda aprontando por aqui...

Esse pensamento torpe, a mente inquieta que me prega peça.

Só me resta ficar nessa vida e tentar não deixar de sentir...