08 outubro 2013

Engasgo.

E aí, nessas horas, eu tenho vontade de chorar de desespero, por não saber o que fazer, por usar tantas vírgulas inadequadas e por ter a cabeça abarrotada de pensamento, o coração de sentimentos e uma agonia latente...

Sentindo falta de mostrar os dentes, de contar o que se passa aqui, de desistir, de insistir, é tanta coisa confusa, tanta coisa guardada, tanta vontade de viver e de abandonar...

A vida fica redundante, a falta fica constante.

Tô com vontade de sumir com a métrica, de danar a ortografia, explodir a razão...

Eu poderia culpar o coração, esse cretino idiota, mas nem sei se é ele mesmo que anda aprontando por aqui...

Esse pensamento torpe, a mente inquieta que me prega peça.

Só me resta ficar nessa vida e tentar não deixar de sentir...

17 setembro 2013

Fica, vai te bolo!






Todas as minhas letras, minhas palavras, minhas canções...
Elas ficaram pra depois.
Desde que vi meus olhos refletidos nos seus.




Perdoe o jeito que te olho fixamente.
É que esse seu sorriso faz o meu ficar bobo.
E esse jeito de menino, que tira meu ar e colore meus dias.



Dia após dia eu tento te decifrar.

É esse seu abismo que esconde o que eu preciso saber.
Isso me assusta.
Eu tento me controlar, mas você me atrai sem perceber.
Não me importa de onde você vem.
Só importa que você fique... Fica.

10 junho 2013

RIMAZINHA BOBA!

Meu coração vive descompassado.
Batendo apressado.
Chegando atrasado.
Vivendo de passado.

Fica apertado.

Sem você do lado.
Fica assim amarelado.
Todo acabado.

E não é apropriado

Ficar assim tão arraigado
Se sentindo azarado
Coitado!

Ah, Coração... Não fica assim não!
Sem direção.

Na contramão.
Negando perdão.

Já de antemão.

Aceita a afeição.
Escuta a canção.
Não se faz de durão.

Bobão!




12 fevereiro 2013

DIAS DE ONTEM.


Nos dias cinzas de verão,
sua falta se faz presente.
O passado arrebenta as portas do meu coração.
Levando as águas que ficaram pra amanhã.
Ontem eu vou embora.
E aqueles dias de hoje me lembram de te buscar.
Aquilo que era dentro de mim ainda não se acaba.
E a parte que é, não fez por mal.

Só deseja incansavelmente que nada apressasse

o final.

31 janeiro 2013

PRA VOCÊ! PEDAÇO DO CÉU...

Hoje eu só queria você aqui...
Nem que fosse pra me perguntar se eu já fiz a compra do mês na sua geladeira.

Eu daria qualquer coisa pra ouvir sua voz dizendo:
"Quanto mais eu rezo mais assombração me aparece."

Hoje eu só queria esse par de olhos azuis.
Dizendo que me ama, daquele jeito torto que só você tinha.

Eu daria qualquer coisa pra ter você "irritado" me falando:
"Tá... deixa que eu faço isso pra você!"

Hoje eu queria você aqui...
Nem que fosse pra você me contar as histórias malucas da sua vida.

Eu daria qualquer coisa pra dividir minhas tristezas e alegrias.

Hoje eu só queria seus braços firmes.
Me conduzindo ao som da orquestra...
"São dois pra lá, dois pra cá."

Hoje eu daria qualquer coisa pra sentir o cheiro da sua comida.
Daquele resto de ontem que tinha na geladeira e que se transformava em um novo sabor.

Hoje.
Ontem.
Amanhã.

De tudo que eu tinha pra querer...
Eu só queria você aqui!




"Quando a saudade é demais a menina dos olhos d'gua se entrega a falta do pai!"

https://www.youtube.com/watch?v=UqCEPytSFqU

06 dezembro 2012

QUIMERA.

Ela, enfim, com o corpo exausto, se entregou.
Não foi o sono dos justos,
o sono dos fortes.
Foi o apocalipse, o fim dos tempos,
o fim da morte.

Pudera ela se entregar por inteiro.
Mas faltava metade, faltava-lhe a sorte.
Que se perdera, outrora...
quimera.

De pequenos pedaços, feito quebra-cabeça,
feito quebra-queixo, feito quebra-aço.
E faltava peça nesse entrelaço.

Pequenas fagulhas feitas de espaço.
Uma pausa, um contra tempo, um regaço.
Uma contra partida, um segundo, um abraço.

Com o corpo partido, em pedaço, no espaço,
o queixo de ferro e o peito de aço.
E no entrelaço, um regaço contido faltando um abraço.

Perdida no tempo, perdida na hora,
perdida na morte, entregue ao

cansaço!

29 novembro 2012

ACREDITE!

É inacreditável tudo o que acontece na minha mente...
Um lugar envelhecido, cheio de portas e trancas...
TODAS ABERTAS!

É quase um labirinto de Fauno.
É surreal e azul...
Um azul tão nostálgico, cheio de lembranças, de ruas e caminhos.
Por onde se pode deslizar e se esconder.
E escrever nas paredes e passarelas.

É um passeio infindável.

Lá cabem todas as coisas...
As reais e inexistentes.
Cabem todos os meus cheiros, minhas cores,
amores...
Cabe minha timidez, meu espírito.

Lá tudo cabe...
Cabem carros, moinhos e estantes...
Cabe até mesmo o Herbert Viana com seus óculos.
Tudo é feito de uma paisagem que liberta,

sufoca e faz rodar.
Roda tanto que me deixa boba, tonta, atônita.

Não é um modelo que se possa seguir.

Eu queria lavar com água e sabão, mas elas fazem bolhas e bolas e então, fico ainda mais encantada.

Tem uma placa banhada à ouro no corredor que dá acesso ao cofre.
Lá tem o mundo inteiro, que é o meu quintal...
Onde eu posso andar descalça na terra.
Dançar nua sem pudor.
Gritar bem alto e ser só eu!

... É inacreditável tudo o que acontece na minha mente...