É tão cedo ainda e seus acordes já me acordaram.
Quando desperto, a primeira coisa que procuro são eles.
Que me pregam peça, dançando entre o verde e o azul, olhando fundo em mim. Sussurrando coisas que ainda não entendo.
Estamos correndo livres no frio, eu com sua calça de flanela, você com a maldita touca que nunca conseguiu colocar do lado certo.
(Droga, eu sempre sorrio quando você faz isso.)
Não precisamos mais mendigar amor pelas ruas NYC.
Sua timidez canta coisas lindas, enquanto as folhas de outono caem sem pressa.
Os nossos reflexos se espalham por toda a cidade e nós somos como um retrato em PB.
Eternizados em carteiras, murais, bolsos e memórias.
(E se eu posso pedir alguma coisa ao vento é que o brilho jamais se apague.
Desejo que o nosso riso jamais se cale.
E peço ao tempo encarecidamente, que os olhos, as mãos e a pele nunca deixem de se tocar...
Como no dia em que nos conhecemos.)
20 abril 2014
18 abril 2014
O meu adeus à Gabriel García Márquez.
Nem cem anos de solidão, nem toda cólera do amor, nem a memória das minhas putas que hoje também estão tristes, saberiam como contar um conto da crônica de uma morte anunciada...
Hoje só me sobram o amor e outros demônios nessa revoada tão bonita e sim, com lágrimas nos olhos.
O adeus breve que hoje bate a minha porta fica imortal nas minhas lembranças.
Que novas linhas sejam traçadas onde quer que você esteja. E eu fico aqui, ansiosa pra chegar o dia em que as lerei!
Obrigada por "haver" Gabriel García Márquez!
Hoje só me sobram o amor e outros demônios nessa revoada tão bonita e sim, com lágrimas nos olhos.
O adeus breve que hoje bate a minha porta fica imortal nas minhas lembranças.
Que novas linhas sejam traçadas onde quer que você esteja. E eu fico aqui, ansiosa pra chegar o dia em que as lerei!
Obrigada por "haver" Gabriel García Márquez!
16 março 2014
Rosso.
Ele se fez único e vermelho, como
não poderia deixar de ser.
Coloriu meu corpo assim que o tocou.
Coloriu meu corpo assim que o tocou.
É o complemento perfeito para o
verde que habita em meu peito.
Decantaram em mim seus aromas
mais raros, suas notas cítricas viciaram meu paladar.
Seus olhos me tiraram para dançar
e o cheiro de carvalho inundou tudo ao nosso redor.
E quando seus lábios tocaram
minha nuca, a sala toda se iluminou.
Aquelas sardas ficarão guardadas
para sempre no álbum da minha mente.
E esse ar de anjo não me
engana.
Sei que é um demônio quando se
trata de amor.
11 março 2014
Qual a sua Graça?
Ela é minha diva, meu divã;
nela me recosto, reviro,
entre os braços, que me
guardam.
Meu estado mais benevolente,
ela vem do Latim.
"Ella" é meu jazz...
É samba de rainha.
É Vinicius em estado de graça.
É meu tom, meu Jobim.
A moça da pele preta, do
sorriso aberto.
A risada mais gostosa e escancarada.
Qual o quê... É Chico!
É bossa, é blues...
Reverberam em mim os sons que
ela pode ter...
De todas que ela pode ser, ela
é a minha... graça.
Qual a sua?
16 dezembro 2013
MENINA DO FAROL.
Ela perdeu o compasso, mas ainda conta as horas.
A música vem do farol, onde ela deixou seu olhar.
O som do blues encoberto pela névoa trás a sensação de solidão.
A música vem do farol, onde ela deixou seu olhar.
O som do blues encoberto pela névoa trás a sensação de solidão.
Ela espera, apegada no relógio de pulso cheio de atrasos.
Mais um romance, mais uma pausa...
Mais um romance, mais uma pausa...
De lá do fundo do mar vêm as luzes dos navios que nunca a deixam dormir.
Os dois anseiam por uma nova viagem, por novas paisagens...
Os dois anseiam por uma nova viagem, por novas paisagens...
A essa altura os pássaros já se aninharam nas janelas.
Aquelas que dão para a montanha.
É noite e faz tanto frio.
Aquelas que dão para a montanha.
É noite e faz tanto frio.
A areia gelada entre os dedos dos seus pés mostra que ainda há vida pulsando...
A lembrança daquelas palavras tão suaves e delicadas quanto os dedos dele, sempre que tocava piano.
Seu coração foi lançado ao mar.
O vestido longo e branco trepidando com o vento forte, parece dançar ao som da música de fundo.
É ali que ela espera.
Aspira pelo retorno dos seus olhos.
Reza para que a maré devolva seu sorriso.
Ela ficará lá... Até sé se tornar estátua de sal.
Feita de lágrimas e amor.
Assim será exibida no alto do penhasco.
E todos os homens (finalmente) irão amar a moça do farol.
A lembrança daquelas palavras tão suaves e delicadas quanto os dedos dele, sempre que tocava piano.
Seu coração foi lançado ao mar.
O vestido longo e branco trepidando com o vento forte, parece dançar ao som da música de fundo.
É ali que ela espera.
Aspira pelo retorno dos seus olhos.
Reza para que a maré devolva seu sorriso.
Ela ficará lá... Até sé se tornar estátua de sal.
Feita de lágrimas e amor.
Assim será exibida no alto do penhasco.
E todos os homens (finalmente) irão amar a moça do farol.
24 novembro 2013
Ribeirinho.
Seus vales, suas campinas, seu ribeirão.
Suas estradas correm ao meu encontro.
Suas águas me inundam, lavam minha alma com todo o prazer.
Cada canto desse verde foi feito para o meu deleite.
Quando o céu toca o horizonte me sinto acariciada por ti.
E é para mim que seus olhos se voltam.
É por mim que sua boca procura.
Seu cerne, sua carne.
Latente e permanente.
Me invade de doçura e fúria, me estremece, pulsa, me faz gemer.
É poesia na forma mais intensa.
Agora faço parte desse seu quintal de sonhos.
Me conduz pelas estradas mais belas, rompendo cada porteira.
Agora somos amantes na imensidão...
E todos os elementos são por nós.
23 novembro 2013
Doce Como A Chuva.
Ela cai de mansinho lá fora.
Embala os meus sonhos.
Ela me lembra você.
Toca o chão com a mesma doçura que me toca os lábios.
É tão cristalina quanto o amor que brota em nós.
O som da chuva me faz lembrar de tudo o que sussurra aos meus ouvidos.
Não tem pressa e não faz promessas.
Pode vir arrebatadora como uma tempestade, ou mansa como um gotejo em uma noite quente de verão.
"Seremos sempre como a chuva, levando à terra a beleza de recomeçar."
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